quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Nos domínios da Mediunidade - Capítulo III

Resumo
Nesse capítulo, André Luiz nos apresenta a equipe mediúnica, destacando-se 4 médiuns, que servirão de exemplo das atividades mediúnicas nos demais capítulos.

1-Este é o nosso irmão Raul Silva, que dirige o núcleo ... Pelo amor com que se desincumbe da tarefa, é instrumento fiel dos benfeitores desencarnados, que lhe identificam na mente um espelho cristalino, retratando-lhes as instruções.
2-Irmã Eugênia, médium de grande docilidade, que promete brilhante futuro na expansão do bem. Excelente órgão de transmissão, coopera com eficiência na ajuda aos desencarnados em desequilíbrio. Intuição clara, aliada a distinção moral, tem a vantagem de conservar-se consciente, nos serviços de intercâmbio, beneficiando-nos a ação.
3-Anélio Araújo. Vem conquistando gradativo progresso na clarividência, na clariaudiência e na psicografia.
4-Antônio Castro. Sonâmbulo, no entanto, é de uma passividade que nos requer grande vigilância. ainda necessita de maiores estudos e mais amplas experiências para expressar-se com segurança, acerca das próprias observações. Quando empresta o veículo a entidades dementes ou sofredoras, reclama-nos cautela, porquanto quase sempre deixa o corpo à mercê dos comunicantes,
5-Irmã Celina, acrisolou as faculdades medianímicas,... A clarividência e a clariaudiência, a incorporação sonambúlica e o desdobramento da personalidade são estados em que ingressa, na mesma espontaneidade com que respira, ... transformou-se num acumulador espiritual de energias benéficas, assimilando elevadas correntes mentais,
6-Mais tarde, o homem poderá examinar uma emissão de otimismo ou de confiança, de tristeza ou desesperação e fixar-lhes a densidade e os limites, como já pode separar e estudar as radiações do átomo de urânio, Os princípios mentais são mensuráveis e merecerão no porvir excepcionais atenções, entre os homens,
7— Uma ficha psicoscópica, sobretudo, deter¬mina a natureza de nossos pensamentos e, através de semelhante auscultação, é fácil ajuizar dos nossos méritos ou das nossas necessidades.
8— Em todos os processos medianímicos, não podemos esquecer a máquina cerebral como órgão de manifestação da mente.
9— Bastar-nos-á sucinto exame da vida intracraniana, onde estão assentadas as chaves de comunicação entre o mundo mental e o mundo físico.
10-Centralizando a atenção, através de pequenina lente que Áulus nos estendeu, o cérebro de nossa amiga pareceu-nos poderosa estação radiofônica, reunindo milhares de antenas e condutos, resistências e ligações de tamanho microscópico, à disposição das células especializadas em serviços diversos, a funcionarem como detectores e estimulantes, transformadores e ampliadores da sensação e da idéia, cujas vibrações fulguravam aí dentro como raios incessantes, iluminando um firmamento minúsculo.
11-Nesse instante, reparei admirado os feixes de associação entre as células corticais, vibrando com a passagem do fluxo magnético do pensamento.
12-As experiências adquiridas pela alma constituem maravilhosas sínteses de percepção e sensibilidade, na condição de Espíritos libertos em que nos encontramos, mas especificam-se no equipamento de matéria densa como núcleos de controle das manifestações da individualidade, perfeitamente analisáveis. É assim que a alma encarnada possui no cérebro físico os centros especiais... que conquista a própria individualidade, passo a passo e esforço a esforço, enaltecendo-a pelo trabalho constante para a sublimação integral, à face de todas as vias de progresso e aprimoramento que a Terra lhe possa oferecer.
13— Não podemos realizar qualquer estudo de faculdades medianímicas, sem o estudo da personalidade. Considero, assim, de extrema importância a apreciação dos centros cerebrais, que representam bases de operação do pensamento e da vontade, que influem de modo compreensível em todos os fenômenos mediúnicos, desde a intuição pura à materialização objetiva.
14-Somos vasta legião de combatentes em vias de vencer os inimigos que nos povoam a fortaleza íntima ou o mundo de nós mesmos, inimigos simbolizados em nossos velhos hábitos de convívio com a natureza inferior, a nos colocarem em sintonia com os habitantes das sombras, evidentemente perigosos ao nosso equilíbrio. Se ... abandonar a disciplina a que somos constrangidos para manter a boa forma na recepção da luz, rendendo-se às sugestões da vaidade ou do desânimo, que costumamos fantasiar como sendo direitos adquiridos ou injustificável desencanto, decerto sofrerá o assédio de elementos destrutivos que lhe perturbarão a nobre experiência atual de subida.
15-Achamo-nos na condição do solo terrestre, que não prescinde do arado protetor ou da enxada prestimosa, a fim de produzir. Sem os instrumentos do trabalho e da luta, aperfeiçoando-nos as possibilidades, estaríamos permanentemente ameaçados pela erva daninha que mais se alastra e se afirma, tanto quanto melhor é a qualidade do trato de terra em abandono.
16— Nossas realizações espirituais do presente são pequeninas réstias de claridade sobre as pirâmides de sombra do nosso passado. É imprescindível muita cautela com as sementeiras do bem para que a ventania do mal não as arrase.

2 comentários:

Haroldo Matias disse...

Gostei do seu blog.Divulgar o espiritismo é o melhor que podemos fazer.Também tenho um blog que modestamente também tento esta divulgação.Não desista nunca e parabéns.
Muita Paz

Blog do Lucilius disse...

Obrigado. O projeto é modesto. Não quero correr contra o tempo. Estes resumos são aplicados na nossa turma de Educação Mediúnica.