segunda-feira, 7 de abril de 2014



Ajudar ao próximo, curar a si mesmo!

A vida moderna, rica de divertimentos e pobre de espiritualidade, arrasta o homem para o exterior, para os jogos dos sentidos, em detrimento da harmonia em que lhe deve constituir a base para quaisquer outras realizações, sem a qual ruem todas as suas construções, sempre efêmeras.  Sucessivas ondas de alucinados são jogados  nas praias do mundo, logo seguidas pelos deprimidos , ociosos, insatisfeitos, como a denunciar a falência dos valores éticos e morais ( Joana D’Angelis/Divaldo).
Há 160 anos a Doutrina Espírita surgiu para o mundo, com a publicação de O Livro dos Espíritos, composta por 501 questões. Sem dúvida nenhuma, um dos objetivos macros desta obra é opor-se ao materialismo, então aliado e implantado na necessária expansão do pensamento científico e tecnológico.
Mas, como estamos agora...
Nas grandes calamidades, a caridade se emociona e observam-se impulsos  generosos, no sentido de reparar os desastres. Nesse momento, várias nações são fustigadas por grandes tragédias. Chile, Argentina, Rio Grande do Sul. Estados Unidos, Caribe.
Mas, a par desses desastres gerais, há milhares de desastres particulares, que passam despercebidos: os dos que jazem sobre um catre sem se queixarem.
Esses infortúnios discretos e ocultos são os que a verdadeira generosidade sabe descobrir sem esperar que peçam assistência.
 Nesse texto ,do Capítulo XIII, item 4 do ESE, o Codificador aborda, em breves palavras uma situação que se repete indefinidamente neste mundo de expiações e de provas.
Essas tragédias despertam solidariedade. Diz nos um texto de Richard Simonetti

"Mas, paradoxalmente, há nas cidades brasileiras, tsunamis ocultos nas favelas, em casebres miseráveis, feitos de caixote, sem água encanada, sem esgoto, sem luz, à distância da mais elementar urbanização.
Ali padecem multidões de flagelados que carecem de alimentos, agasalhos, remédios.
Todos temos noção dessas tragédias humanas. O problema é que conseguimos conviver com elas sem maiores constrangimentos.
Não percebemos, não reconhecemos, não assumimos que é preciso fazer algo em favor desses nossos irmãos.
Não eventualmente, mas permanentemente.
Não de vez em quando, mas de vez em sempre.
Não em alguns dias, mas diariamente.
Fazer até que não haja crianças a alimentar, doentes a socorrer, nus a se vestirem...
Fazer até que a legítima solidariedade instale na Terra uma sociedade cristã, onde o cada um por si  e o resto que se dane seja substituído pelo um por todos e todos por um."

Quem é aquela mulher de ar distinto, de traje tão simples, embora bem cuidado, e que traz em sua companhia uma mocinha tão modestamente  vestida? Entra numa casa de sórdida aparência, onde sem dúvida é conhecida,  pois que à entrada a saúdam respeitosamente. Onde vai ela? Sobe a mansarda, onde jaz uma mãe de família cercada de crianças. À sua chegada refulge a alegria naquele rostos emagrecidos. É que ela vai acalmar ali todas as dores. 

Ainda Richard Simonetti:

"Falamos muito, no meio espírita, da promoção do nosso planeta em mundo de expiação e provas para mundo de regeneração, onde o altruísmo prevaleça sobre o egoísmo, sob a inspiração do Amor, ensinado por Jesus.
Será ótimo! O problema é que as pessoas esperam que isso aconteça por decreto Divino, assim exposto:
1-A miséria está banida da Terra.
2-Vivam os homens como irmãos
Não compreendem que é preciso que vivamos com irmãos para que a miséria seja banida da Terra."

Traz o de que necessitam, condimentado de meigas e consoladoras palavras, que fazem que os seus protegidos, que não são profissionais da mendicância, aceitem o benefício, sem corar. O pai está no hospital e, enquanto lá permanece, a mãe não consegue com o seu trabalho prover as necessidades da família. Graças à boa senhora, aquelas pobres crianças não mais sentirão frio, nem fome; irão à escola agasalhadas e, para as menorzinhas, o leite não secará no seio que as amamenta. Se entre elas alguma adoece, não lhe repugnarão a ela, à boa dama, os cuidados materiais de que essa necessite.

Uma vez Richard Simonetti foi questionado sobre se o empenho em atender os carentes e erradicar a miséria não seria responsabilidade do governo.

Sem dúvida. Isso tem sido feito. Nos últimos 10 anos, podemos notar expressiva mudança na linha da miséria, especialmente no Brasil.
750 000 famílias com renda per capita entre 70 e 140 serão acrescentadas aos programas de auxílio do Governo Federal.
FGV calcula necessário 21 bilhões/ano para erradicação total da pobreza.
Mas, ainda é insuficiente. Não basta somente o governo. Mesmo que este fosse suficiente, é preciso ainda nosso concurso.
Se entre elas alguma adoece, não lhe repugnarão a ela, à boa dama, os cuidados materiais de que essa necessite. Dali vai ao hospital levar ao pai algum reconforto e tranqüilizá-lo sobre a sorte da família.



Não lhes pergunta qual a crença que professam, nem quais suas opiniões, pois considera como seus irmãos e filhos de Deus todos os homens. Terminado o seu giro, diz de si para consigo: Comecei bem o meu dia. Qual o seu nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, é um nome que nada



indica; mas é o anjo da consolação




É preciso consideramos não somente as carência materiais, mas também as espirituais.  Em todos os setores de atividade, seja no lar, na rua , no local de trabalho, na vida social, no núcleo religioso, há sempre espaço para um gesto de amizade,  uma demonstração de solidariedade...
Há uma poesia, de Raimundo Correia, Mal Secreto:
Se a cólera que espuma, a dor que mora N’alma e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo  o que devora
O Coração, no rosto estampasse;
Se pudesse o espírito que chora
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora,
Nos Causa, então piedade nos causasse!
Quanta gente que, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo,
Como invisível chaga cancerosa!
Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa.

Pessimismo gera pessimismo. Preocupação gera doença. Que entorpece, que agride, que nos impossibilita de vivermos nossas vidas.  Em 2003, doenças crônicas, como câncer, diabetes, hepatite, etc. atingiam 29% da população.

Hoje em dia há dados suficientes para podermos afirmar que as emoções positivas potencializam a saúde, enquanto as emoções negativas tendem a comprometê-la. Por exemplo, em períodos de estresse, quando as pessoas desenvolvem muitas reações emocionais negativas, é mais provável que surjam certas doenças relacionadas com o sistema imunológico, como por exemplo, a gripe, herpes, diarréias, ou outras infecções ocasionadas por vírus oportunistas. Em contra partida, o bom humor, o riso, a felicidade, ajudam a manter e/ou recuperar a saúde (veja Bom Humor e Saúde, na seção Psicossomática).

Joana, fala que Quando a mente elabora conflitos, ressentimentos, ódios que se prolongam, os dardos reagentes, disparados desatrelam as células dos seus automatismos, degeneram, dando origem a tumores de vários tipos, especialmente cancerígenos, em razão da carga mortífera de energia que as agride.

Outras vezes, os anseios insatisfeitos dos sentimentos convergem como força destruidoras para chamar a atenção nas pessoas que preferem inspirar compaixão, esfacelando a organização celular e a respectiva mitose, facultando o surgimento de focos infecciosos resistentes a toda terapêutica, por permanecer o centro desencadeador do processo vibrando negativamente contra a saúde.

Vinganças disfarçadas voltam-se contra o organismo físico e mental daquele que as acalenta, produzindo úlceras cruéis e distonias emocionais perniciosas, que empurram o ser para estados desoladores, nos quais se refugia inconscientemente satisfeito, embora os protestos externos de perseguir sem êxito o bem-estar, o equilíbrio.

Então é preciso prevenir. É preciso nos movimentar. E o movimento é em direção ao próximo. 

Jesus ensina: Fora da caridade não há salvação!


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