Ajudar ao próximo, curar a si mesmo!
A vida moderna, rica de divertimentos e pobre de
espiritualidade, arrasta o homem para o exterior, para os jogos dos sentidos,
em detrimento da harmonia em que lhe deve constituir a base para quaisquer
outras realizações, sem a qual ruem todas as suas construções, sempre efêmeras. Sucessivas ondas de alucinados são
jogados nas praias do mundo, logo
seguidas pelos deprimidos , ociosos, insatisfeitos, como a denunciar a falência
dos valores éticos e morais ( Joana D’Angelis/Divaldo).
Há 160 anos a Doutrina Espírita surgiu para o mundo, com a
publicação de O Livro dos Espíritos, composta por 501 questões. Sem dúvida
nenhuma, um dos objetivos macros desta obra é opor-se ao materialismo, então
aliado e implantado na necessária expansão do pensamento científico e
tecnológico.
Mas, como estamos agora...
Nas grandes calamidades, a caridade se emociona e
observam-se impulsos generosos, no
sentido de reparar os desastres. Nesse momento, várias nações são fustigadas
por grandes tragédias. Chile, Argentina, Rio Grande do Sul. Estados Unidos,
Caribe.
Mas, a par desses desastres gerais, há milhares de desastres
particulares, que passam despercebidos: os dos que jazem sobre um catre sem se
queixarem.
Esses infortúnios discretos e ocultos são os que a
verdadeira generosidade sabe descobrir sem esperar que peçam assistência.
Nesse texto ,do
Capítulo XIII, item 4 do ESE, o Codificador aborda, em breves palavras uma
situação que se repete indefinidamente neste mundo de expiações e de provas.
Essas tragédias despertam solidariedade. Diz nos um texto de Richard Simonetti
"Mas, paradoxalmente, há nas cidades brasileiras, tsunamis
ocultos nas favelas, em casebres miseráveis, feitos de caixote, sem água
encanada, sem esgoto, sem luz, à distância da mais elementar urbanização.
Ali padecem multidões de flagelados que carecem de
alimentos, agasalhos, remédios.
Todos temos noção dessas tragédias humanas. O problema é que
conseguimos conviver com elas sem maiores constrangimentos.
Não percebemos, não reconhecemos, não assumimos que é
preciso fazer algo em favor desses nossos irmãos.
Não eventualmente, mas permanentemente.
Não de vez em quando, mas de vez em sempre.
Não em alguns dias, mas diariamente.
Fazer até que não haja crianças a alimentar, doentes a
socorrer, nus a se vestirem...
Fazer até que a legítima solidariedade instale na Terra uma
sociedade cristã, onde o cada um por si
e o resto que se dane seja substituído pelo um por todos e todos por um."
Quem é aquela mulher de ar distinto, de traje tão simples,
embora bem cuidado, e que traz em sua companhia uma mocinha tão
modestamente vestida? Entra numa casa de
sórdida aparência, onde sem dúvida é conhecida,
pois que à entrada a saúdam respeitosamente. Onde vai ela? Sobe a
mansarda, onde jaz uma mãe de família cercada de crianças. À sua chegada
refulge a alegria naquele rostos emagrecidos. É que ela vai acalmar ali todas
as dores.
Ainda Richard Simonetti:
"Falamos muito, no meio espírita, da promoção do nosso
planeta em mundo de expiação e provas para mundo de regeneração, onde o
altruísmo prevaleça sobre o egoísmo, sob a inspiração do Amor, ensinado por
Jesus.
Será ótimo! O problema é que as pessoas esperam que isso
aconteça por decreto Divino, assim exposto:
1-A miséria está banida da Terra.
2-Vivam os homens como irmãos
Não compreendem que é preciso que vivamos com irmãos para
que a miséria seja banida da Terra."
Traz o
de que necessitam, condimentado de meigas e consoladoras palavras, que fazem
que os seus protegidos, que não são profissionais da mendicância, aceitem o
benefício, sem corar. O pai está no hospital e, enquanto lá permanece, a mãe
não consegue com o seu trabalho prover as necessidades da família. Graças à boa
senhora, aquelas pobres crianças não mais sentirão frio, nem fome; irão à
escola agasalhadas e, para as menorzinhas, o leite não secará no seio que as
amamenta. Se entre elas alguma adoece, não lhe repugnarão a ela, à boa dama, os
cuidados materiais de que essa necessite.
Uma vez Richard Simonetti foi questionado sobre se o empenho
em atender os carentes e erradicar a miséria não seria responsabilidade do
governo.
Sem dúvida. Isso tem sido feito. Nos últimos 10 anos,
podemos notar expressiva mudança na linha da miséria, especialmente no Brasil.
750 000 famílias com renda per capita entre 70 e 140 serão
acrescentadas aos programas de auxílio do Governo Federal.
FGV calcula necessário 21 bilhões/ano para erradicação total
da pobreza.
Mas, ainda é insuficiente. Não basta somente o governo.
Mesmo que este fosse suficiente, é preciso ainda nosso concurso.
Se entre elas alguma adoece, não lhe repugnarão a ela, à boa
dama, os cuidados materiais de que essa necessite. Dali vai ao hospital levar
ao pai algum reconforto e tranqüilizá-lo sobre a sorte da família.
Não lhes pergunta qual a crença que professam, nem quais suas
opiniões, pois considera como seus irmãos e filhos de Deus todos os homens.
Terminado o seu giro, diz de si para consigo: Comecei bem o meu dia. Qual o seu
nome? Onde mora? Ninguém o sabe. Para os infelizes, é um nome que nada
indica;
mas é o anjo da consolação
É preciso consideramos não somente as carência materiais,
mas também as espirituais. Em todos os
setores de atividade, seja no lar, na rua , no local de trabalho, na vida
social, no núcleo religioso, há sempre espaço para um gesto de amizade, uma demonstração de solidariedade...
Há uma
poesia, de Raimundo Correia, Mal Secreto:
Se a cólera
que espuma, a dor que mora N’alma e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que
punge, tudo o que devora
O Coração,
no rosto estampasse;
Se pudesse o
espírito que chora
Ver através
da máscara da face,
Quanta
gente, talvez, que inveja agora,
Nos Causa,
então piedade nos causasse!
Quanta gente
que, talvez, consigo
Guarda um
atroz, recôndito inimigo,
Como
invisível chaga cancerosa!
Quanta gente
que ri, talvez existe,
Cuja ventura
única consiste
Em parecer
aos outros venturosa.
Pessimismo gera pessimismo. Preocupação gera doença. Que
entorpece, que agride, que nos impossibilita de vivermos nossas vidas. Em 2003, doenças crônicas, como câncer,
diabetes, hepatite, etc. atingiam 29% da população.
Hoje em dia há dados suficientes para podermos afirmar que as emoções positivas potencializam a saúde, enquanto as emoções negativas tendem a comprometê-la. Por exemplo, em períodos de estresse, quando as pessoas desenvolvem muitas reações emocionais negativas, é mais provável que surjam certas doenças relacionadas com o sistema imunológico, como por exemplo, a gripe, herpes, diarréias, ou outras infecções ocasionadas por vírus oportunistas. Em contra partida, o bom humor, o riso, a felicidade, ajudam a manter e/ou recuperar a saúde (veja Bom Humor e Saúde, na seção Psicossomática).
Joana, fala que Quando a mente elabora
conflitos, ressentimentos, ódios que se prolongam, os dardos reagentes,
disparados desatrelam as células dos seus automatismos, degeneram, dando origem
a tumores de vários tipos, especialmente cancerígenos, em razão da carga
mortífera de energia que as agride.
Outras vezes, os anseios insatisfeitos dos sentimentos convergem como força destruidoras para chamar a atenção nas pessoas que preferem inspirar compaixão, esfacelando a organização celular e a respectiva mitose, facultando o surgimento de focos infecciosos resistentes a toda terapêutica, por permanecer o centro desencadeador do processo vibrando negativamente contra a saúde.
Vinganças disfarçadas voltam-se contra o organismo físico e mental daquele que as acalenta, produzindo úlceras cruéis e distonias emocionais perniciosas, que empurram o ser para estados desoladores, nos quais se refugia inconscientemente satisfeito, embora os protestos externos de perseguir sem êxito o bem-estar, o equilíbrio.
Outras vezes, os anseios insatisfeitos dos sentimentos convergem como força destruidoras para chamar a atenção nas pessoas que preferem inspirar compaixão, esfacelando a organização celular e a respectiva mitose, facultando o surgimento de focos infecciosos resistentes a toda terapêutica, por permanecer o centro desencadeador do processo vibrando negativamente contra a saúde.
Vinganças disfarçadas voltam-se contra o organismo físico e mental daquele que as acalenta, produzindo úlceras cruéis e distonias emocionais perniciosas, que empurram o ser para estados desoladores, nos quais se refugia inconscientemente satisfeito, embora os protestos externos de perseguir sem êxito o bem-estar, o equilíbrio.
Então é preciso prevenir. É preciso nos movimentar. E o
movimento é em direção ao próximo.
Jesus ensina: Fora da caridade não há salvação!