1-Três guardas espirituais entraram na sala, conduzindo infeliz irmão ao socorro do grupo.
2-Era infortunado solteirão desencarnado que não guardava consciência da própria situação.
3-passou a vampirizar-lhe o corpo. A perda do veículo físico, ... deixou-o integralmente desarvorado, ... adaptando-se ao organismo da mulher amada que passou a obsidiar, nela encontrou novo instrumento de sensação, vendo por seus olhos, ouvindo por seus ouvidos, muitas vezes falando por sua boca e vitalizando-se com os ali¬mentos comuns por ela utilizados.... Para que se cure das fobias que presentemente a assaltam como reflexos da mente dele, ...é necessário o afastamento dos fluidos que a envolvem, assim como a coluna, abalada pelo abraço constringente da hera...
4- apli¬cou-lhe forças magnéticas sobre o córtex cerebral, depois de arrojar vários feixes de raios luminosos sobre extensa região da glote.
5-Eugênia-alma afastou-se do cor¬po, mantendo-se junto dele, a distância de alguns centímetros, enquanto que, amparado pelos amigos que o assistiam, o visitante sentava-se rente, inclinando-se sobre o equipamento mediúnico ao qual se justapunha, à maneira de alguém a debruçar-se numa janela.
6-Observei que leves fios brilhantes ligavam a fronte de Eugênia, desligada do veículo físico, ao cérebro da entidade comunicante.
7— É o fenômeno da psicofonia consciente ou trabalho dos médiuns falantes.
8 o hóspede enfermo do nosso plano permanece controlado por ela, a quem se imana pela corrente nervosa,
9-apossa-se ele temporariamente do órgão vocal de nossa amiga, apropriando-se de seu mundo sensó¬rio, conseguindo enxergar, ouvir e raciocinar com algum equilíbrio, por intermédio das energias dela, mas Eugênia comanda, firme, as rédeas da pró¬pria vontade,
10. Nas sessões de caridade, qual a que presenciamos, o primeiro socorrista é o médium que o recebe
11 o médium nunca se mantém a longa distância do corpo...
12— Se preciso, nossa amiga poderá retomar o próprio corpo num átimo. Acham-se ambos num consórcio momentâneo, em que o comunicante é a ação, mas no qual a médium personifica a vontade. Em todos os campos de trabalho, é natural que o superior seja responsável pela direção do inferior.
13-Vimos que Eugênia, fora do veículo denso, escutava todas as palavras que lhe fluíam da boca, transitoriamente ocupada pelo peregrino das som¬bras, arquivando-as, de maneira automática, no centro da memória.
14— O sofredor — disse o Assistente, convicto —, ao contato das forças nervosas da médium, revive os próprios sentidos e deslumbra-se. Queixa-se das cadeias que o prendem, cadeias essas que em cinqüenta por cem decorrem da contenção cautelosa de Eugênia.
15-— Um médium passivo, em tais circunstâncias, pode ser comparado à mesa de serviço cirúrgico, retendo o enfermo necessitado de concurso médico. Se o móvel especializado não possuísse firmeza e humildade, qualquer intervenção seria de todo impossível.
16— No caso de Eugênia, isso não acontece —elucidou Áulus, condescendente —, porque o esforço dela na preservação das próprias energias e o interesse na prestação de auxílio com todo o coeficiente de suas possibilidades não lhe permitem a necessária concentração mental para surpreender-lhe a forma exterior. Entretanto, reproduzem-se nela as aflições e os achaques do socorrido. Sen¬te-lhe a dor e a excitação, registrando-lhe o sofri¬mento e o mal-estar.
17— Mas... e se a dúvida a invadisse? —, emitiria da própria mente positiva recusa, expulsando o co¬municante e anulando preciosa oportunidade de serviço. A dúvida, nesse caso, seria congelante faixa de forças negativas...
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